Outra vez…

25 Janeiro, 2008 at 2:56 pm | In Uncategorized | Leave a Comment

Sei bem que não se deve tomar nenhuma decisão com raiva, no calor do momento. Mas dessa vez é preciso.

Sempre me disseram que a amizade é um sentimento diferente, que pode ser intenso quando verdadeiro e envolver assuntos diversos, como o amor, por exemplo. Eu acho que quem tem amigos ama esses amigos. Quando eu falo de amor, falo de tudo o que envolve esse amor. Desde sorrisos às lágrimas e, por que não, decepções.

Eu tenho poucos amigos, mas nunca fiz questão de muitos, já que esses poucos são as pessoas que eu mais amo. Eu seria capaz de muita coisa por eles. Aliás, eu ainda não sei o que eu não faria por eles! São os meus amigos que me fazem feliz e me completam. Eu entendo que amizade é sério, que devo até mesmo certas explicações para eles. “Amigos são a família que Deus nos permitiu escoher”. Eu fiz a escolha certa e faço de tudo para que eles pensem o mesmo de mim.

Infelizmente, nem tudo são flores e nem todos pensam assim. Eu não sei o que a pessoa para quem estou escrevendo pensa sobre amizade. Eu não sei até onde ele iria por mim ou pelos outros. Eu nos julgava importantes, agora sei que é só diversão. E eu não acho que estar com os meus amigos tenha de ser só isso. Existe vida além da amizade: família, trabalho, estudo e namoro. Mas até onde você deixa que essa outra vida atrapalhe a suas amizades? Eu não sou um bom exemplo de uma pessoa que separa muito bem amigos de namorado: eu namoro o meu melhor amigo. Mas eu já vi meus amigos com namorados de fora do Povo. Só não os vi deixar o Povo de Lá de lado para “não causar briga”. Talvez eu esteja pegando pesado, ou talvez não. O que eu falar aqui, não é metade do que está engasgado na minha garganta desde 07/07/07. E todos sabem o porquê. Acho que fui muito molenga, com medo de deixá-lo se sentindo como eu me senti nesse dia, que pra mim deveria ser muito especial. Eu não acreditei quando você me disse ao telefone porque você não iria à minha festa. E continuo não acreditando! Porque não há, como eu mesma já disse, nada que eu não fizesse por você. E você sabe! Eu acho que você passou por cima de uma amizade de anos (com direito a blusa e declarações) por um capricho. Não vim aqui reclamar da vida pessoal de ninguém, porque eu não me meto nisso. Vim reclamar da NOSSA vida. Perguntar onde você colocou os seus amigos e onde escondeu o nosso.

Postar é preciso

15 Novembro, 2007 at 11:32 am | In Uncategorized | 2 Comments

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Tributo ao Los Hermanos

10 Novembro, 2007 at 4:54 pm | In Crônicas do Povo | Leave a Comment

(ou: A Espantosa História do Povo de Lá e a Incrível Madrugada Inefável)

Noite de dançar, pular, ver gente, fazer besteira, acabar com a garganta, ter a satisfação de ver bandas locais fazendo um som legal, lembrar coisas antigas trazidas pelos versos do Amarante, xingar a Ludmila Amaral quando ela errava as letras das músicas, matar e sentir saudades, virar momentos do avesso, ver o La Scène ao vivo pela primeira vez num show quase particular, olhar pro teto no meio da canção e ver o céu, sentir o dia chegando na praia devagar, chegar em casa de manhã e dormir envolto em absolvição.

Ia

29 Setembro, 2007 at 6:43 pm | In Uncategorized | 10 Comments

Bom, esse é meu primeiro post… E é para uma pessoa que hoje é mais do que especial para mim! Como as coisas não vão tão bem assim, sinto que é a hora de postar para ela.

Tamyres… Eu a vi a primeira vez dia 18 de maio de 2004, quando um ônibus levava A1s para uma maifestação qualquer na primeira semana de aula. Admito que não pensei grande coisa dela. Na verdade: “Porra! Como essa menina fala!!!” rs Hoje faz exatamente 3 anos 4 meses e 11 dias… É tempo! Sério, a única coisa que eu me lembro bem é do decote dela naquele dia! Mas que importa?! Alguns meses depois eu estaria sentada ao lado dela, na mesma sala, com os mesmos amigos.

Eu não sei dizer ao certo em que momento a Tamy se tornou uma das minhas melhores amigas. Foi aos poucos… Eu era amiga do Márcio e do Plínio (bom, amiga não é um termo tãooo adequado assim! ♥) e eles me apresentaram as pessoas que teriam um papel muito importante na minha vida; entre eles, a Tamyres. Sendo bem franca, eu tinha dó dela! hehehe Todo dia tinha vôlei com a nessaire dela… E eu admirava, e admiro, a paciência e a devoção dela com a gente. Como eu mesma disse uma vez, se tem alguém que é, no sentido exato da palavra, amiga, é ela!

Eu não sei como explicar, mas aquela pessoa que, para muitos era insensível e egocêntrica (até hoje eu me lembro daquela mensagem, Ia, e ainda não acredito como alguém pode te chamar assim), é pra mim como uma irmã! Não! Mais que isso, já que com minha irmã eu brigo. A Ia á parte de mim! Isso! Parte do que eu sou hoje eu devo a ela! Eu nem sei como agradecer o ombro, o apoio incondicional, a compreensão e o silêncio. Sim, o silêncio. Quem pensa que amigo é só aquele tagarela que passa horas contigo ao telefone (Plin, te amo!!!), tá enganado! Às vezes eu falo com a Ia e ela fica calada… Mas aquele silêncio me diz muita coisa…

Sabe que eu me lembro a primeira vez que eu abracei a Tamyres?! Foi no North Shopping, a gente foi ao cinema e, quando fui me despedir, beijei e abracei os meninos e, quando olhei pra ela tive até receio… rs Besteira minha! Nossa! Eu me lembro do abraço que hoje eu tanto queria dar em ti, Tamy!

Hoje ela deve estar estudando… Vai passar na UFC em Arquitetura. E vai ser na UFC! Porque eu não sei o que seria de mim se ela fosse morar em Natal! O Parque Santa Maria já é longe o suficiente! =X

E eu quero dizer aqui que ela muito especial pra mim! Que eu já me ferrei por não prestar atenção nela. Que ela já veio aqui por nada, só porque eu pedi. Que ela me deu, na casa dela, a melhor e mais atrapalhada festa de 18 anos (e, aqui, deixo meu agradecimento pessoal e meu carinho a tia Bel, que contribuiu muito pra isso). Que ela me ajudou muito. Que mudou alguns horários por mim. Que contrabandeia os caderninhos do FB pr’eu poder estudar pra mais um vestibular. Que é minha empresária (quer retrato da namorada? Fala com ela!). Que foi ela quem fez o post sobre mim. Que ela é menor do que eu e que isso fique bem claro! rs E que, antes de tudo, é a melhor amiga que alguém pode ter!!!

Ia, eu amo você!

Sarinha

11 Setembro, 2007 at 4:48 pm | In Uncategorized | Leave a Comment

Agora um avatar feito por mim:

Plinio

=P

Mau-mau

2 Setembro, 2007 at 7:35 pm | In Uncategorized | 2 Comments

melé.pngO jogo:
Curinga incluso no baralho. Jogo de descarte. Cada jogador recebe 5 cartas.

Para começar vira-se a primeira carta do monte então deve-se jogar uma carta ou do mesmo naipe ou que tenha o mesmo número, e todos os jogadores jogam a partir da carta do jogador anterior. O jogo flui no sentido horário. Se alguém não tiver uma carta para jogar deve comprar uma carta no monte e se mesmo assim não achar uma carta para jogar, passa a vez. Toda vez que alguém ficar com apenas uma carta na mão deve falar “mau-mau”, no momento em que colocar a penúltima carta na mesa, se não fizer isto deve então pegar 3 cartas do monte. Quando alguém descartar tudo acaba a partida. E ganha quem bateu.

Cartas Especiais:
Existem cartas especiais que quando são jogadas na mesa alteram o curso normal do jogo:

Ás: O próximo jogador passa a vez, ou seja ele é pulado.
3: O jogador pode descartar outra carta
5: Todos os jogadores deveram ficar em silêncio enquanto o 5 estiver no topo do monte de descarte. Se falarem, recebem uma carta para cada palavra dita.
7: O próximo jogador recebe três cartas
9: O jogador anterior recebe uma carta
Valete (J): Pode ser descartado independentemente do naipe que estiver no topo (ele vai pra debaixo da pilha). Se o naipe do valete for igual ao do topo, o jogador pode mudar o naipe.
Rainha (Q): Inverte o sentido do jogo.
Curinga: Salva o jogador de todas as outras cartas. Além disso, o jogador seguinte recebe cinco cartas e você escolhe o próximo naipe.

Os efeitos do Ás, 3, 7 e 9 são cumulativos. Por exemplo, se um jogador jogar um 7, o jogador seguinte pode jogar outro 7. O terceiro jogador, se não tiver um 7, recebe seis cartas (o efeito dos dois 7 acumulados). Caso tenha, o quarto jogador sofre o efeito de três 7 e assim por diante.
E há, ainda, o efeito “dobradinha”, quando duas cartas idênticas (número e naipe) estão no topo da pilha. Nesse caso, o próximo jogador recebe uma carta, sem esquiva. Se o jogador tiver uma dobrada na mão, pode jogá-la, ou seja, pode descartar as duas cartas ao mesmo tempo.

OBS.:

o Mau-mau tem variações de regra gritantes, dependendo de onde (em que pátio, campus ou casa de praia) você está. As regras aqui apresentadas são do modelo CEFET Plus, simplificado.
A apresentação dessas regras trata-se de um impulso filantrópico em prol da evolução humana e, como tal, não possui fins lucrativos.

Para o quê?

28 Agosto, 2007 at 1:13 pm | In Uncategorized | Leave a Comment

19 Agosto, 2007 at 5:43 pm | In Uncategorized | 2 Comments

O Márcio disse que a vida é um campo e que ele não gosta disso.

Márçu careca

Esse é ele quando passou no vestibular e esqueceu de tirar os pêlos.

=P

Plínio fazendo Ôôôô…

11 Agosto, 2007 at 7:44 pm | In Crônicas do Povo | 1 Comment

pliniofazendoo.jpg

Plínio fazendo ô na casa da Taíba (por Márcio)

Sempre por aqui

8 Agosto, 2007 at 1:58 pm | In Uncategorized | Leave a Comment

O negócio anda meio parado.
Achei que já que a parada aqui era um monte de gente, ia bombar mais… hshshs.
Agora eu voltei às aulas. Agora eu tenho internet de novo no lab. Agora eu vou poder postar. =D Agora o mundo flui…
Agora, agora, agora…
A filosofia do AGORA.
O POVO DE LÁ é assim. Vivemos para o agora e as coisas dão certo no momento. Depois vêm as conseqüencias. Besteira… Elas sempre vêm mesmo.
Vivemos num CARPE DIEM instintivo e aprendemos a lidar com os imprevisos. As coisas no final sempre dão certo. No final do AGORA, claro.
Agora eu me vou que tenho que dar continuidade ás coisas aqui. Mas volto sempre. Estarei sempre por aqui.

Eu

Até…

Dicas de Vestibular

13 Julho, 2007 at 12:28 pm | In Uncategorized | 3 Comments

Remexendo em papéis velhos (eles parecem constituir ao menos um terço do meu quarto), encontrei essa breve compilação de dicas para o vestibular, que fiz com o Povo de Lá.
Sabe quando você vai fazer uma prova sabendo só o assunto, sem estudar nada e nem ter a mínima noção do que escrever? Essas são algumas respostas genéricas a serem usados em caso de emergência extrema- funcionam 42,78% das vezes. Agora, na dúvida mesmo, é sempre melhor marcar c).

 

Matemática: de polinômios a geometria analítica, vai no Teorema de Pitágoras. Sempre funciona.

Química: regra de três. Se for química orgânica, o composto é provavelmente um álcool.

Inglês: “yes, I do” (nisso de resposta genérica, norte-americanos são campeões). Em caso de conjunção, that, that e that. Não seja um loser.

Português: se for caso de oração, ela será coordenada. Não se limite na hora de criar sua própria classificação: temporal, modal, bilateral e assim por diante. Lembre-se: “que” é pronome relativo.

Física: iguale a zero. Se houver vários dados, some alguns, divida aqui e ali e iguale. Mesmo se não der certo, sempre há a possibilidade de se inventar a nova fórmula do tempo de secamento da roupa no varal (sim, existe fórmula para isso) e impressionar os avaliadores.

Geografia: em questões sobre meio-ambiente, a resposta será, invariavelmente, “erosão e desmatamento.” Esse foi testado.

Biologia e História: decore. Aliás, faça isso com as outras também. Dizem que decorar matéria na madrugada anterior à prova é muito proveitoso.

E boa prova!

Cadê o povo?

13 Julho, 2007 at 12:26 pm | In Uncategorized | Leave a Comment

Tá lá, obviamente. Mas onde é lá? Será que eles sabem? Ou só se perderam numa fileira de carteiras mais distante, sem saber de verdade onde estavam?

O fato é que o Povo foi parar lá, ali e um pouco mais adiante. Estão agora cada um num canto, vagamente encontrados, ainda sem saber onde estão.

Na boa, até aí tudo bem. Agora, vamos atualizar o blog, certo?

Solto…

29 Junho, 2007 at 3:35 pm | In Uncategorized | Leave a Comment

No psicólogo. 

-Doutor, estou tão deprimido. A vida é só tédio, sem cor, sem motivação… O mundo é injusto e cruel, as pessoas são egoístas imbecis. Não tenho mais vontade de viver! O que faço, doutor? Me ajude!

-Hmmm… Você conhece a piada do paraguaio?

Apresentando o Povo…

29 Junho, 2007 at 1:55 am | In Crônicas do Povo | 2 Comments

pois é, vou começar a apresentar os tão falados integrantes do Povo de lá, e por sorteio, vou começar falando da menina q entrou por ultimo no clã…

na verdade, segundo ela, nos encontramos na primeira semana de aula do cefet, em uma calorosa manifestação, mas, como ninguém lembra disso além dela, vou começar meu relato a partir da sua mudança de turno, la pelo segundo ano…

desterrada e perdida no meio de tantos rostos novos, de repente a sarinha encontra alguém conhecido q, nao por acaso, era do Povo, então para tentar fazer algum contato com aquela galera estranha,coloca suas coisas no lugar mais improvável, o temido canto de lá da sala e, ao contrario do q o resto da sala pensava, ela foi até bem recebida… (tomara q ela concorde…), depois disso ela passou a fazer as mesmas coisa q os outros, apesar de sair menos de casa q eles.

atualmente, ela faz um monte de coisas mas uma delas é ficar no pátio desenhando e diga-se de passagem, ela desenha estupidamente bem, ou esperando o Acácio, seu namorado e tb integrante do Povo de Lá mas, num vou falar dele agora naum, deixa pra outro.. 

Isso aí sarinha, agora falando por todo o grupo, te amamos muito, e foi muito bom vc ter aparecido e ficado nas nossas vidas.

pois é galera, essa é apenas uma dos seis, e se quiser conhecer os outros, é só acompanhar, neste mesmo bat-canal, vai aparecer a trajetória de cada um…

                                                           Fui… 

Noite daquelas

19 Junho, 2007 at 10:52 am | In Crônicas do Povo | 4 Comments

Eu não sei o que falar sobre as estrelas que povoam este meu céu
Que brilham, que brilham e brilham mas não me dizem nada
a noite mal começou, e eu já me sinto tão louco.
Me da um tempo, eu vou ali no balcão e volto logo
Voltei!
Decidi olhar de novo para as estrelas
Quem sabe dessa vez, depois de mais uma dose, eu possa conseguir exergá-las melhor?
Mas no fundo tudo não passa de uma fuga.

É, é complicado procurar alguma coisa onde não existe nada e se vc prestar bem atenção vai concordar comigo, hoje eu estou meio opaco e os seres opacos precisam de qualquer coisa para se iludir.

Lá se vem três amigos meus, massa!!
Vou dividir um pouco da minha loucura com alguém.
Falei, falei e falei e eles tb falaram.
Descobri, eu não precisava ouvir nada das estrelas, eu só queria conversar com alguém.

Pois é isto, esta foi mas uma noite daquelas que a gente passa de bobeira tentando aliviar a dor do coração
E grita por um socorro, mas ninguem consegue lhe ouvir.
Tem um cara estatalado ali no chão
Deve estar pior do que eu.

Eu tenho o Povo de Lá.

agregados

17 Junho, 2007 at 1:39 am | In Crônicas do Povo | 2 Comments

Continuation…

13 Junho, 2007 at 12:47 pm | In Crônicas do Povo | 1 Comment

Patio

Então…

As coisas continuam não acontecendo com aquele povo de lá. As aulas não atraem o suficiente e o povo desce ao tão amado, glorificado, superdimensionado, superestimado, pátio.
É lá onde tudo acontece, ou pelo menos é onde não acontece nada e as pessoas resolvem arranjar coisas pra fazer e assim constroem uma vida feliz e em comunidade. É no pátio que o estresse das aulas pode ser substituído por uma alegre espriguiçada deitada no chão vermelho. É do patio que partem as grandes jornadas rumo ao horizante, heróicas mochiladas, altos esquemas, idéias estranhas e utópicas. Ah, o pátio… Soh mesmo quem já passou por ele [de corpo e alma] sabe do seu tão nobre poder. O pátio que no começo de tudo Deus tentou criar, mas ele já existia. O pátio não é imutável, ele evolui. no começo era o vazio [mas existia um pátio ali...], depois Deus criou a Terra (embaixo do pátio), os homens desde então vêm modificando-o, acrescentaram um CEFET em cima dele, com pisos, colunas e uma piscina ao lado. O pátio ganhou bancos, bebedouros, uma cozinha, onde é servido o pão sagrado de cada sexta. O pátio ganhou o que há de mais precioso, pessoas. Algumas não, mas em geral são pessoas legais. Em especial os nossos destemidos e sortudos heróis que, como não poderia deixar de ser, foram destinados a pisar seus pés (e mãos e costas, cabeça, roupa limpa, etc) no tal piso vermelho. E este é o cenário em que as coisas acontecem, ou pelo menos a idéia das coisas. Afinal o povo de lá tem que ter um cenário digno e nenhum lugar é tão digno quanto o pátio!

A long time ago, in a far far away galaxy…

11 Junho, 2007 at 2:37 pm | In Crônicas do Povo | 4 Comments

… havia um planeta. Um planeta bacana, até; azulzinho, arejado, vista pro mar… (tinha só uns problemas de calefação, mas muita gente cuidava do assunto). Enfim, um planeta bom pra se viver.

Acontecia que lá moravam umas criaturinhas engraçadas, acúmulos de água sustentados por lasquinhas de cálcio. Algumas pessoas diziam que esses seres eram maravilhosos, mas, claro, algumas pessoas falam muita bobagem.

Seis dessas coisinhas vivam juntas- eram muito amigas, ou seja, passavam uma quantidade enorme de tempo olhando uma para a cara da outra sem dar-se sequer ao trabalho de se perguntar por quê. Eles não tinham graça nenhuma. Não, sério, eram uns malas. Ninguém entendia suas piadas nem sua necessidade inadiável de falar o tempo todo durante as aulas.

(Aula é um período de tempo muito parecido com os outros. A diferença é que, quando você fala, alguém faz “sssssshhhhhhhhhh”.)

Por causa dessa mania terrível, nossos seis incompreendidos heróis foram exilados, deportados ao mais longínquo canto da sala, onde o sol batia inclemente e o desespero corroía suas almas- o temido Canto de Lá. Obviamente, como todos os heróis incompreendidos, eles se sentiram o máximo por isso.

Isso explica porque eram chamados “O Povo de Lá”.

O Povo não fazia muita coisa, não. Em geral, ficavam deitados questionando o Universo, iam ao cinema ou ficavam uns com os outros. Ocasionalmente, também passavam o tempo se xingando e se perguntando por que, afianl de contas, tinham ficado com o outro. Mas isso só de vez em quando.

Agora, vamos vê-los de perto, um a um…

(continua)

Esse é o início da história do Povo de Lá, que será contada por todos os membros. Agora, alguém vai ter que pegar daí  e  continuar. Não percam…

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